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Frangos começam a morrer por falta de ração no interior de Caxias do Sul

Segundo produtor, manifestantes não estão permitindo a chegada de alimento e nem o transporte dos animais até os frigoríficos

Dedicada exclusivamente à produção de frangos para abate, a propriedade da família Sirtoli, localizada na Terceira Légua, em Caxias do Sul, já não tem mais comida para alimentar as 55 mil cabeças espalhadas em seu aviário. Segundo o produtor Giovani Sirtoli, manifestantes no distrito caxiense de Vila Cristina não estão permitindo o deslocamento dos animais aos frigoríficos e nem a chegada de ração. A situação também tem atingido a outros avicultores na região.

Sirtoli relata que o último carregamento com ração chegou, em quantidade pequena, há dois dias. Segundo ele, o Frigorífico Agrosul, de São Sebastião do Caí, para o qual a família fornece as aves, tentou negociar com manifestantes a liberação dos caminhões, mas não obteve êxito. Por isso, nos últimos dias, a família começou a racionar comida. Na tarde desta terça-feira, a última porção de ração foi ministrada. A mortalidade das aves já começa a ocorrer.

– Hoje já morreram 60 frangos. Se não conseguirmos ração, eles vão começar a se canibalizar – conta Giovani Sirtori.

Além disso, Sirtoli menciona que a aves já atingiram 45 dias, idade próxima do limite para o abate, e seguem sem perspectivas de saírem da granja. Ou seja, a produção não deverá ser absorvida pela indústria. O produtor calcula que a família terá um prejuízo superior a R$ 40 mil com a situação.

O responsável técnico da Agrosul na Serra e no Vale do Caí Samuel Metz descreve a situação como “caótica”. Ele destaca que mais de 1 mil frangos de produtores vinculados à empresa já morreram de desnutrição, a maioria na Serra. A tendência é que os número aumente, conforme mais produtores fiquem sem ração para os frangos. Em Caxias, diversos avicultores possuem o insumo somente para mais dois ou três dias, no máximo.

– Não dá para calcular o quanto tempo os animais vão resistir sem alimentação. Não consigo responder porque nunca tivemos uma crise de abastecimento assim – diz Metz.

Conforme Metz, os motoristas da empresa foram ameaçados por manifestantes nas tentativas de acessar as propriedades rurais. Mesmo que o abastecimento volte ao normal, a tendência é de que a produção seja prejudicada. Metz salienta que, devido ao estresse, os animais que sobreviverem à falta de comida poderão ter carne de qualidade inferior. Portanto, a tendência é de que as aves não sejam abatidas pelos frigoríficos.

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