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Maníaco do ácido atacando em Porto Alegre

Publicado dia 21/06/2019 às 22h16min | Atualizado dia 21/06/2019 às 22h25min
Pelo menos cinco pessoas são atacadas com ácido na zona Sul de Porto Alegre

 

Quatro mulheres e um homem tiveram partes do corpo queimadas após serem atingidos na rua.

Um homem atacou pelo menos cinco pessoas com ácido na Zona Sul de Porto Alegre e provocou pânico entre moradores da região. Desde quarta-feira, quatro mulheres e um homem tiveram partes do corpo queimadas após serem atingidos na rua, em diferentes horários do dia. A polícia suspeita que o líquido seja ácido de bateria. Medo, misturado com a impotência, são os sentimentos de Bruna Machado Maia, 27 anos, uma das vítimas, com lesões no lado esquerdo do rosto.

Ela repetia sua rotina e voltava do trabalho na última quarta-feira, por volta das 19h, quando, em menos de um minuto, sua pele foi queimada. Enquanto caminhava pela Rua Santa Flora, no bairro Nonoai, a menos de duas quadras de sua casa, um homem pedalando gritou “olha a água” e jogou o líquido com a mão direita. “A sensação na hora foi terrível, queimou, foi como se tivessem jogado fogo. Sorte que não pegou no meu olho”, conta, explicando que a camisa que usava foi destruída.

Sem reação e com forte ardência na face e no pescoço, Bruna correu para sua residência, onde o marido a esperava. “Ele ficou surtado, indignado com a situação. Chamou um aplicativo e me levou para o Posto de Saúde da Cruzeiro”, explicou. Lá, foi atendida por uma médica, que atestou queimadura de segundo grau. Por isso, a recomendação foi lavar os locais atingidos com água abundante e aplicar uma pomada para queimaduras. Se necessário, terá de retornar para fazer uma raspagem após a necrotização.

Imediatamente depois de deixar o centro de saúde, o casal se dirigiu à 13ª Delegacia de Polícia Civil para fazer um Boletim de Ocorrência (BO). “Todos foram muito solícitos e me ajudaram de imediato”, recorda. Dois dias depois, apesar de mais calma, Bruna afirmou que está um “pouco paranoica” e desconfia de todos que passam de bicicleta e olham para ela. “Estou melhor, mas a gente se sente incapaz por não poder fazer nada. Tenho medo por não saber quem é. Ainda não pegaram ele”.

Homem usava carro branco 
Gladis Nivinski, 48 anos, caminhava para o mini-mercado onde trabalha nesta sexta-feira quando foi atingida, também na rua Santa Flora. O relógio marcava 7h40min. “Estava tranquilo, não tinha muita gente na rua. De repente um carro branco parou na minha frente. Eu passei e pensei ‘não vou olhar para trás porque vão me falar gracinha’”. Então, sentiu algo molhado na altura do pescoço. “Sacana, cuspiu em mim”, pensei. Ao pegar um lenço da bolsa para limpar a região, percebeu que o casaco que usava estava furado e parte do rosto queimado.

“Quando esse negócio, que eu não sei bem o que é, começou a arder, fiquei apavorada e fui correndo para o mercado. Fiquei com medo que manchasse o meu rosto”. No trabalho, lavou a pele com água e foi para o Posto de Saúde da Cruzeiro. Lá, os médicos comentaram do caso de Bruna. “Eu conhecia ela porque é nossa cliente e algumas pessoas já haviam comentado de um fulano jogando ácido nas pessoas. Eu não tinha dado a mínima importância, mesmo que as pessoas tenham colado um cartaz na rua para alertar sobre”, comenta.

No final desta manhã, Gladis registrou ocorrência e deixou as roupas corroídas na 13ª Delegacia. “Sorte que estava frio e eu vestia um casaco de gola”, disse, mais calma. Durante a tarde, ela caminhou pela rua acompanhada por policiais para tentar coletar informações que possam ajudar na investigação. Há câmeras de vigilância em algumas casas, e as imagens já ajudaram a identificar o carro usado pelo agressor como um Hyundai.

A servidora pública Tassi Steinmetz é outra vítima.

Na mesma rua, na manhã desta sexta, ela também foi atingida pelo ácido. Pouco antes, por volta das 7h, ia até uma padaria para tomar café da manhã.

Nem viu o agressor agir. “Estava distraída, ouvindo música, só percebi depois que estava com queimaduras”, recorda a mulher de 33 anos.

  “Fiquei sem reação e senti uma forte ardência no meu rosto. Resolvi ir para a casa dos meus pais para que eles pudessem me ajudar. Levaram um susto e ficaram horrorizados”.

Acompanhada da família, foi para o hospital, onde foi constatada queimadura de segundo grau. Seguindo o protocolo, se dirigiu à 20ª Delegacia de Polícia, na avenida Icaraí, para prestar depoimento e registrar ocorrência. Lá, conheceu Gladis, que contou que havia sido atacada no mesmo local. “Ela me acalmou e agora que estou percebendo o que aconteceu. Nunca passei por nada parecido. Fiquei em estado de choque”.

Fonte: jornal da Restinga


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