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Policiais militares são presos em operação que investiga suposta ligação com facções criminosas no RS

Dez policiais militares foram presos, dos quais nove da ativa e um da reserva remunerada. Entre os alvos civis, sete foram presos. Foram cumpridos 37 mandados de prisão e busca e apreensão nesta segunda-feira.

 

  Dez policiais militares foram presos durante operação da Brigada Militar e do Ministério Públio que investigou a ligação entre os agentes e facções criminosas no estado, nesta segunda-feira (11). Destes, nove eram soldados e sargentos da ativa, e um, da reserva remunerada, conforme o corregedor-geral da Brigada Militar, coronel Carlos Armindo Thomé Marques. Além disso, a Brigada também informou a prisão de sete civis, envolvidos no esquema.

Os números foram divulgados em entrevista coletiva na tarde de segunda. Participaram da coletiva, além do coronel Marques, o procurador-geral de Justiça em exercício, Marcelo Dornelles, a promotora de Justiça Militar, Isabel Guarise Barrios, e o promotor criminal de Porto Alegre Nilson Rodrigues de Oliveira Filho.

“A promiscuidade entre os servidores públicos e o crime organizado nós sabemos que ela existe, nós sabemos que, teoricamente, nem há um crime organizado sem a presença muitas vezes de agentes do estado para que consiga funcionar de uma forma adequada. Então, há sim troca entre eles de informação, de operação, mas isso nós vamos detalhar a medida que a investigação se aprofundar”, explica Filho.

De acordo com o coronel Marques, a operação visa coibir a conduta criminosa de policiais militares que se associaram a membros de facções criminosas. O esquema ainda está sendo investigado, e a corporação não informará maiores detalhes da ação dos envolvidos, nem as suas identidades.

“Estamos investigando internamente essas pessoas e fazendo aquilo que é devido por lei”, resumiu o coronel.

A investigação apura os crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e armas, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Por envolver civis e policiais militares, as medidas judiciais foram deferidas tanto pela Justiça Militar como pela Justiça Comum.

Foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão em desfavor dos brigadianos, e 10 contra civis. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos R$ 180 mil em dinheiro, além de 434 porções de drogas, 10 armas e aparelhos celulares. A operação ocorreu nas cidades de Porto Alegre, Gravataí, Canoas, Santa Maria, Nova Petrópolis, Cachoeira do Sul e Guaíba.

Os policiais foram levados para um presídio militar na capital gaúcha. Os PMs envolvidos nos crimes poderão ser expulsos da corporação e quem tiver menos de cinco anos de atividade será demitido porque ainda não adquiriu a estabilidade de servidor público.

Além disso, o material apreendido será analisado e os presos, interrogados. Como ainda não terminou, a investigação está sob sigilo.

“É lamentável que a gente tenha que fazer isso, mas é necessário que a segurança comece dentro de casa, que a gente faça a depuração necessária, retirando do nosso seio, para investigações policiais militares que em algum momento tiveram algum desvio da sua conduta na execução da lei. Uma operação desencadeada com muito sucesso, sem violência, sem nenhuma agressão, sem nada, sem revide, tudo dentro da lei, dentro como era previsto e como era esperada”, explica o subcomandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Eduardo Biacchi.

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