Porto Alegre amanheceu nesta terça-feira (10) com calçadas repletas de sacolas de lixo. Desde a noite passada, há problemas na coleta realizada pela empresa Belém Ambiental, que realiza o recolhimento manual do lixo domiciliar em toda a Capital.

 Na Avenida Protásio Alves, por exemplo, há acúmulo de lixo em vários trechos, desde o Centro até o bairro Alto Petrópolis. Problemas também foram encontrados pela reportagem em diversas ruas dos bairros Santana, Rio Branco, Bom Fim, Floresta, Gloria, Partenon, entre outros.

— A gente deixou os sacos de lixo no fim da tarde passada. Hoje abri a porta de casa e o material estava todo espalhado, possivelmente pela ação de moradores de rua, e nada de recolhimento — disse a aposentada Marta Ribeiro, moradora do bairro Petrópolis.

De acordo com a Secretaria de Serviços Urbanos, a prefeitura está, desde cedo, tentando resolver o impasse. A terceirizada pode, inclusive, sofrer sanções contratuais previstas por não estar realizando serviço essencial.

— Os funcionários alegam que não receberam, mas estamos em dia com a empresa. Vamos tratar do assunto com a Secretaria da Fazenda pela manhã — disse o secretário Ramiro Rosário.

Conforme a secretaria, equipes e maquinário do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) estão sendo utilizados pela prefeitura para minimizar impactos do problema, recolhendo resíduos nas principais vias da Capital.       Os funcionários da empresa Belém Ambiental decidiram paralisar as atividades alegando falta de pagamento.

Veja o que diz a Belém Ambiental

De acordo com a empresa, a prefeitura costuma pagar um parcela no início do mês e outra depois do dia 20. No entanto, neste mês a prefeitura teria enviado um e-mail informando que o pagamento seria único no dia 16. Isso fez com que a empresa não pudesse pagar os funcionários, já que estava organizada para pagar nas datas específicas. A empresa aguarda posição da prefeitura e por equanimidade nenhum caminhão saiu da garagem, que fica na zona norte de Porto Alegre.

No mês passado, o Tribunal de Justiça (TJ) acolheu recurso movido pela prefeitura da Capital e pelo DMLU que derrubou a liminar que obrigava o pagamento em duas parcelas mensais pelo serviço prestado pela terceirizada. Na data, a empresa argumentou que não tem dinheiro para quitar os compromissos se não receber o valor em duas parcelas mensais.

Pedro Mello / Web Noticias Alegrete

Fonte : ZH Gaucha