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Visual é assustador, mas formação de nuvens em cidades da Serra não teve relação com tornado

Fenômeno foi registrado por moradores de Caxias do Sul e São Francisco de Paula

Circulam fotos em redes sociais que mostram um suposto tornado se formando no horizonte de Caxias do Sul e de São Francisco de Paula. O fenômeno foi registrado por moradores no final da tarde de segunda-feira. Contudo, a ocorrência climática é uma tromba d’água, segundo uma análise preliminar do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Conforme o meteorologista Gil Russo, que analisou as imagens, a tromba d’água é caracterizada por nuvens de tempestade, também conhecidas como cumulonimbus. Esse tipo de nuvem alcança grande altitude e tem formação vertical, com o cone para baixo e a base voltada para cima. Apesar da semelhança com um tornado, a tromba nasce sobre o mar, rio ou lago e nem sempre vem acompanhada de vento forte o suficiente para causar grande destruição. O tornado, por sua vez, toca o chão e produz efeitos arrasadores por onde passa. No entanto, Gil afirma que uma conclusão definitiva sobre as imagens depende de maiores informações, o que o Inmet não dispõe no momento.

O meteorologista lembra que todo o Estado foi assolado por ventos fortes na segunda-feira.  Apesar do registro de destelhamentos, queda de árvores e de postes, não houve a confirmação de que um tornado passou por alguma cidade da Serra entre domingo e segunda-feira. Em Vacaria, por exemplo, a ventania chegou a 80 quilômetros por hora, mas os estragos nem se comparam aos temporais que arrasaram bairros de São Francisco de Paula e parte da comunidade de Vila Oliva, em Caxias do Sul, no ano passado.

No fenômeno registrado em São Chico em março de 2017, a investigação do Inmet indicou que a destruição teve um padrão compatível ao de um tornado, com velocidade de vento superior a 117 quilômetros por hora. Os efeitos do temporal na cidade dos Campos de Cima da Serra foram localizados, isto é, atingiram algumas áreas da cidade, assim como Vila Oliva, onde apenas parte do distrito sofreu danos em junho do ano passado. Em São Francisco de Paula, 500 moradias sofreram danos e uma pessoa morreu. Em Vila Oliva, a Defesa Civil confirmou cerca de 100 moradas destruídas e a morte de duas pessoas.

 

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