Políciais

MP investiga suspeitas de abuso sexual em abrigo para menores em Santa Maria

Publicado dia 25/02/2019 às 11h46min | Atualizado dia 20/03/2019 às 22h55min
Um dos casos envolve uma criança de três anos

O Ministério Público de Santa Maria, na Região Central do RS, investiga suspeitas de abuso cometidas no abrigo para menores Lar da Miriam. São apurados dois casos em que adolescentes, moradores da casa, cometeram os abusos contra crianças dentro do lar, onde vivem cerca de 80 menores.

Um dos casos envolve uma menina de 3 anos, que foi abusada por um adolescente de 13 anos, conforme apontou a polícia.

"Esse fato foi apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Já foi concluído o procedimento, que detectou a responsabilidade desse adolescente no cometimento desse fato grave, e isso já foi remetido ao Poder Judiciário para tomada de providências do Ministério Público", diz o delegado regional da Polícia Civil, Sandro Meinerz.

Como as investigações envolvem crianças e adolescentes, estão protegidas por sigilo judicial, diz o MP. Entre as medidas adotadas pela promotoria está o pedido de afastamento dos responsáveis pelo lar.

A liminar do pedido foi negada. Conforme o juiz substituto da Vara da Infância e da Juventude de Santa Maria, Rafael Cunha, ainda não está caracterizado que houve omissão do lar. Ainda há denúncia anterior, referente ao lar, na Justiça.

"O Judiciário está atento a tudo o que está acontecendo. [O lar] continua aberto. O Ministério Público ajuizou uma ação para movimentação da administração, foi inacolhida num primeiro momento para que se possa exatamente produzir provas e examinar qual a profundidade e serenidade necessária", diz Rafael.

O Lar de Miriam é uma instituição sem fins lucrativos criada em 1970. Recebe doações da comunidade. Além disso, a prefeitura repassa R$ 149,9 mil por mês devido uma ordem judicial. O município não tem contrato com o lar. A prefeitura compra vagas na instituição, por não tem abrigo próprio para menores.

Procurada, a administradora do local, Suzi Sangói, informou que não quer se pronunciar por enquanto. E disse ainda que qualquer informação sobre os internos na instituição deve ser repassada apenas pela Justiça.

 

Fonte: Web Noticias Alegrete / G1


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